Pantanal em Chamas
Em uma noite de setembro de 2020, uma equipe de bombeiros luta incessantemente, no décimo dia da operação Pantanal, em um dos maiores incêndios florestais já registrados no Brasil. Tenente Rocha olha para sua equipe à beira da exaustão física e mental; eles estão prestes a enfrentar um dos piores dias de combate da operação. À frente daqueles homens, o incêndio vinha devastando tudo o que encontrava. O vento propagava as chamas a uma velocidade exorbitante, deixando no caminho um rastro de destruição: animais, vegetações, pontes e casas queimadas, num verdadeiro cenário de guerra. As chamas atingem a parte alta das árvores e lançam fragmentos de galhos em chamas por centenas de metros de distância, transformando os céus em uma verdadeira cortina de fogo e calor tão bela quanto devastadora. Tenente Rocha e sua equipe iniciam um combate que se prolongou por horas ininterruptas, no entanto nem mesmo os riscos que surgem a todo instante são capazes de impedir a vontade, a garra e o desejo de lutar desta equipe de Bombeiros combatentes no incêndio que devastou um dos maiores biomas do mundo.
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Resgate no Mar em Fúria
Quando aliviamos um pouco o nado para descansar, retrocedemos, toda aquela distância que conseguimos avançar se perdia em questão de segundos. Cheguei perto de Jefferson e tive forças para gritar: “Agora, p**! Não vamos morrer aqui, força cara!” Aquelas palavras foram determinantes para elevar a sua motivação e tentar uma última vez antes de desistir. Empregamos todas as nossas forças e conseguimos evoluir bastante em direção à areia, mas minhas pernas apresentavam cãibras. Jefferson conseguiu ficar de pé com água na altura do pescoço e gritou para mim: “Deu pé! Deu pé!” Todavia, dada a força da corrente de retorno ele foi arrastado novamente com a vítima e perdeu cerca de 10 metros de evolução no resgate, então eu falei para ele: “Só para na areia!” Notei que não daria certo tentar colocar os pés no chão, pois tamanha era a força da corrente de retorno que perdíamos a estabilidade e voltávamos para a parte mais profunda rapidamente. De repente uma onda maior cresceu imediatamente a nossa frente, ela quebrou com toda a força em cima do meu tronco, empurrando nossos corpos para o fundo. Bati violentamente com a cabeça na bancada de areia. No instante seguinte, estávamos mergulhados no fundo sendo arrastados pela força daquela onda, totalmente sem ar por ter sido pego de surpresa. Fiquei a ponto de apagar, senti a vista escurecer enquanto o cordão que prende o life belt me puxava para frente com toda força, era o corpo da vítima me arrastando.
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